Economista e contador com pós-graduação em Finanças, João Luis Romitelli atua na área da saúde desde 1983. Começou a carreira como auditor na Arthur Andersen, depois atuou no setor de agronegócio até ser convidado a ocupar cargo de direção no Grupo São Francisco, de Ribeirão Preto, em 1993, onde desenvolveu o sistema de custos no plano e estabelecimentos de saúde do Grupo. Romitelli também trabalhou por anos ao lado do professor Afonso Matos, na Planisa, e hoje dirige a própria empresa: a Teorema Contabilidade, Auditoria e Assessoria. Nesta entrevista exclusiva, Romitelli assegura que as empresas que estiverem despreparadas para os desafios do mercado de saúde terão problemas de sobrevivência. Confira essa e muitas outras notícias na edição de junho da Revista FEHOESP 360. FEHOESP 360: Como foi sua entrada na área da Saúde?João Luis Romitelli: Fui escolhido. Estava trabalhando em Goiânia, entre 1989 e 1993, na área de agricultura e fui convidado pelo Grupo São Francisco para trabalhar em Ribeirão Preto. O André Pessoa, filho de um dos donos, que trabalhou comigo na Arthur Andersen, me convidou para ir para Ribeirão e, assim, começou minha história no setor. Fui durante 11 anos diretor Financeiro do Grupo. Montei a Teorema e começamos a prestar serviços para o mercado, principalmente quando começou o processo de criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Aos poucos, em comum acordo com o São Francisco, fui me desligando do Grupo e passei a atuar em assessoria e consultoria para planos de saúde e hospitais. 360: Com a sua experiência em saúde, como o sr. vê o mercado atualmente e quais os principais desafios?JLR: Trata-se de um mercado grande, que propicia muitas oportunidades de trabalho. Analisando o sistema público, temos o Sistema Único de Saúde (SUS) que, teoricamente, é muito bem concebido. A filosofia SUS é quase perfeita, mas o sistema carece de recursos. E temos um sistema privado que vive um grande processo de concentração, tanto na área de operadoras de planos de saúde, quanto de hospitais e serviços de diagnóstico. Recentemente, a Hapvida, operadora que atuava no Nordeste, comprou o Grupo São Francisco por R$ 5 bilhões. A Hapvida enxergou nesse negócio a oportunidade de crescer em outra região do país. Este é apenas um exemplo de como esse mercado está se movimentando. 360: Na sua opinião, quais os impactos da consolidação para os prestadores de serviços?JLR: Esse processo de concentração certamente vai causar impactos entre os associados da FEHOESP, como clínicas de imagem e laboratórios de análises clínicas, segmentos que estão passando por uma grande concentração. Quem for pequeno e despreparado para enfrentar essa nova realidade vai ter problemas de sobrevivência. “Quem for pequeno e estiver despreparado para enfrentar essa nova realidade de concentração de mercado, vai ter problemas de sobrevivência”. 360: Quando o sr. fala “despreparado”, o que exatamente quer dizer?JLR: Poucas empresas hoje realmente conhecem seus custos. É assustador. Ainda é baixo o número, e quando operadoras compram serviços dessas empresas que não conhecem seus próprios custos, na hora de negociar uma tabela fica difícil, porque do outro lado está uma empresa grande, com executivos que sabem negociar e também sabem quanto custa cada procedimento. Para um estabelecimento de saúde que não sabe quanto custa seus exames, por exemplo, a chance de fazer um mau negócio é enorme. Nesse processo de negociar mal, associado à concentração, a chance de não sobreviver no mercado é grande. Por isso, é fundamental que essas empresas, independentemente do seu tamanho, conheçam seus custos e organizem suas informações financeiras. É um processo que não acontece do dia para a noite, mas tem que começar. “Se um estabelecimento não sabe o preço dos exames, a chance de fazer um mau negócio é enorme. É fundamental conhecer os custos”. 360: Você colaborou na fórmula e concepção do Índice de Inflação dos Serviços de Saúde FEHOESP (IISSF). Qual a relevância desse dado para a gestão das empresas?JLR: Contribuí na revisão do índice que já existia e era divulgado pelo SINDHOSP há alguns anos. Recentemente fizemos uma atualização. Este é um índice que parte da estrutura de custos da saúde. Serviços do setor têm como principal custo a mão de obra, depois materiais e medicamentos e, por fim, serviços gerais, como limpeza, segurança, lavanderia, manutenção, entre outros. Passamos a atualizar cada item com indicadores inflacionários conhecidos, como o IGPM para contratos; INPC para mão de obra; FIPE Saúde para materiais e medicamentos e assim sucessivamente. A divulgação acontece mensalmente pela FEHOESP, que conta com profissionais que calculam esse índice. 360: O IISSF é importante na hora de negociar com a operadora, por exemplo?JLR: Para quem não conhece sua estrutura de custos, o índice é uma maneira de ver como estão evoluindo os custos do mercado. No mínimo, o gestor tem que ter uma noçãode como essa estrutura de custos está evoluindo. É um apoio para que a empresa, além de usar esse índice como parâmetro, possa ter ferramentas de negociação mais eficazes. 360: Em breve, os associados e contribuintes dos sindicatos ligados à FEHOESP poderão solicitar o cálculo do seu próprio Índice de Inflação de Serviços de Saúde Personalizado. Fale um pouco sobre os benefícios desse índice.JLR: Sim, a FEHOESP disponibilizará esse serviço em breve e trata- -se de um serviço muito importante para as empresas. Por exemplo, se a clínica A tem 70% de custoscom mão de obra, 20% em materiais e medicamentos e 10% em outros custos; e a clínica B tem 40% de seus custos com mão de obra, o impacto da inflação para cada uma delas é diferente. Para que possamos apoiar o estabelecimento de saúde com informação, precisamos saber como é a estrutura de custos de cada um. É um índice importante que pode ajudar muito, principalmente as empresas que ainda não têm uma gestão financeira eficiente. Ele ajuda a conhecer como os custos estão evoluindo. Outra parte importante é como a empresa lida com os custos. “O Índice de Inflação dos Serviços de Saúde FEHOESP (IISSF) é uma maneira de ver como evoluem os custos do mercado”. 360: Hoje a
Privacidade de dados: sua importância e como se tornou uma questão global
Os dados pessoais têm sido alvo de muitas notícias no último ano. Vimos uma violação de dados realmente impressionante acontecer em uma empresa de arquivos de crédito, companhias aéreas e até mesmo naquelas que deveriam saber gerenciar melhor esses dados, como por exemplo um fornecedor de proteção de dados. Neste ano, entrou em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR) e a Lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil. É difícil lembrar de uma semana em que não vimos uma história de violação de dados veiculada de forma proeminente pela mídia. O que também é interessante é que o assunto mudou de lojas de tecnologia e negócios para o mainstream. A jornada desse tópico por meio da mídia levou a uma maior conscientização pública sobre os dados que quase tudo o que fazemos deixa para trás. Eu diria que é uma trilha de dados, mas isso realmente é mais um rastro, percorrendo caminhos muito mais longos do que a maioria das pessoas acreditam. Isso estimulou uma maior compreensão do valor, sensibilidade e natureza pessoal da “trilha de dados”, mas ainda há algum caminho a percorrer antes que as ramificações sejam compreendidas pelas massas. Com dados pessoais sendo coletados em uma taxa cada vez maior, e com os saltos na tecnologia usado para alavancá-lo, não é de se estranhar que os estados, países e blocos comerciais procurem aumentar a regulamentação nessa área. Atualmente, há muito mais discussões sobre a lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil e o GDPR, o qual tem sido o principal responsável por despertar esta consciência em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil. E, acredite ou não, espera-se que a União Europeia fortaleça o GDPR com outro regulamento, a Lei de Privacidade Eletrônica (ePrivacy Act), em um futuro não muito distante. Diante disso, está o fato de que, na maioria das organizações, a manipulação, o gerenciamento, o uso e a segurança dos dados são muito mais democratizados do que os executivos gostariam de pensar. Então, como profissional de TI, combinando essa ideia de democratização com o aumento do risco cibernético e multas sérias decorrentes de novas regulamentações globais, suas responsabilidades como “guardião de dados” acabaram sendo supervalorizadas. Os especialistas estão disponíveis para ajudá-lo a desassociar suas responsabilidades de privacidade dados. O resultado dessa discussão é o seguinte: nenhum profissional de TI pode se esconder do impacto que as regulamentações de privacidade estão no Brasil e em todo o mundo. Então, não perca tempo para aprender sobre essa área fascinante e cada vez mais importante!
EVENTO: REFORMA TRABALHISTA – Alterações e seus Reflexos
EVENTO: REFORMA TRABALHISTA – Alterações e seus Reflexos 30 de outubro de 2017 das 14h ás 18h PROGRAMAÇÃO: 13h30 às 14h00 – Receptivo e Credenciamento 14h00 às 16h30 – Palestra 16h30 às 17h30 – Perguntas e Debates 17h30 às 18h00 – Considerações Finais e Encerramento LOCAL: Sala de Convesnções – Torre Empresarial Shopping Iguatemi INSCRIÇÕES GRATUITAS: (16) 3904-3778 ou 3636-8915 contato@mrzinoveaud.com.br PALESTRA: Dra. Líris Silvia Zoéga Tognoli Pós-Graduada em D ireito Individual e Coletivo do Trabalho pela Universidade Estácio/RJ (Lato Sensu). Advogada, atuando há mais de 29 anos em Consultoria Jurídica Preventiva nos assuntos Trabalhistas, Previdenciário e FGTS. Docente em diversos Instituitos de Treinamentos. sócia da Apta Consultoria Jurídica, foi consultora do grupo IOB por mais de 13 anos. REALIZAÇÃO: mrz&INOVEAUD Auditores e Consultores APOIO: Borelli & Furlan, TEOREMA CONTABILIDADE E Consult
Simpósio sobre economia e regulação: inscrições abertas
Estão abertas as inscrições para o Simpósio Economia, Regulação e Saúde Suplementar, evento promovido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). O encontro será realizado no dia 3/10, no Rio de Janeiro. O objetivo é estimular o debate e a pesquisa econômica na área de saúde, abordando temas que afetam diretamente a regulação de planos de saúde, tais como o financiamento do setor, a promoção da concorrência e o impacto econômico da judicialização da saúde. Para se inscrever, os interessados devem enviar o nome completo, a instituição ou entidade que representa e um endereço válido de e-mail para: eventos@ans.gov.br. Clique aqui e confira a programação do evento. Exposição de pôsteres Para estimular a pesquisa e possibilitar uma maior interação entre Academia e reguladores, durante o evento estudantes e pesquisadores apresentarão pesquisas, concluídas ou em andamento, sobre o setor de saúde suplementar ou a respeito de temas diretamente relacionados por meio da exposição de pôsteres. Será uma importante oportunidade para discutir os estudos com pesquisadores experientes em temas da saúde suplementar, com servidores da ANS e com outros agentes que atuam no setor. Simpósio Economia, Regulação e Saúde Suplementar Data: 3/10/2017 Local: Centro Cultural da FGV – Praia de Botafogo nº 186, Rio de Janeiro/RJ Horário: 8h30 às 17h30
Cadastro Fator de Qualidade
Prestadores de atenção à saúde, tais como hospitais e hospitais-dia, profissionais de saúde, clínicas multiprofissionais e Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapia (SADT) têm até o dia 08/03/17 para preencherem o questionário que será adotado para fins de aplicação do Fator de Qualidade (FQ). O formulário, que deve ser preenchido por todos os prestadores, também servirá de base para a realização de uma ampla pesquisa sobre os prestadores de serviços na saúde suplementar, dando subsídios para a elaboração de programas e políticas para o setor, em particular o Qualiss – Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar. O questionário está disponível no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e nos portais das associações e conselhos profissionais e das entidades representativas (ver lista abaixo). O Fator de Qualidade é aplicado apenas nas situações em que há no contrato a previsão de livre negociação do reajuste – não há índice predefinido no contrato e não houve acordo entre as partes após os primeiros 90 dias do ano. No entanto, todos os prestadores devem preencher o formulário: para quem não negociou, o mesmo servirá de base para o FQ; para quem negociou, embasará o Qualiss e outras ações. O que é o Fator de Qualidade? O Fator de Qualidade é o elemento de cálculo que objetiva refletir a qualificação do prestador. É aplicado ao índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), definido pela ANS para reajuste anual dos contratos entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde. Dependendo do cumprimento dos requisitos de qualidade previstos na Nota Técnica 45/2016/DIDES/ANS, que trata dos critérios para aplicação do Fator de Qualidade ano-base 2016, o FQ poderá ser de 105%, 100% ou 85% do IPCA. Onde encontrar o Questionário? Hospitais e Hospitais-dia Entre os requisitos para os estabelecimentos hospitalares e hospitais-dia, consta o preenchimento do indicador de qualidade, cujo formulário encontra-se disponível no site da ANS. Indicador hospitalar: “Proporção de readmissão em até 30 dias da última alta hospitalar”. Indicador hospital-dia: “Taxa de retorno não planejado à sala de cirurgia”. Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapia (SADT) Laboratórios de Análises Clínicas/Patologia Clínica Sociedade de Patologia Clínica (SBPC) Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) Conselho Federal de Farmácia (CFF) Conselho Federal de Biomedicina (CFB) Laboratórios de Patologia Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) Clínicas de Radiologia Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) Demais serviços de SADT Associação Médica Brasileira (AMB) Clínicas de Odontologia Conselho Federal de Odontologia (CFO) Clínicas de Fonoaudiologia (CFFA) Conselho Federal de Fonoaudiologia Clínicas de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) Clínicas e Clínicas Multiprofissionais não SADT Para as clínicas que não são classificadas como SADT, o responsável técnico deverá responder o questionário sobre qualidade, disponível no portal da entidade representativa, considerando a sua finalidade principal. E para as clínicas multidisciplinares, o responsável técnico da clínica deverá responder o questionário disponibilizado pelo conselho da categoria profissional de saúde em maior número. Segue as entidades que estão disponibilizando o questionário para clínicas: Associação Médica Brasileira (AMB) Conselho Federal de Odontologia (CFO) Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFA) Conselho Federal de Farmácia (CFF) Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) Conselhos Regionais de Nutrição (CRN) Profissionais individuais Já os profissionais que atuam individualmente em consultórios devem responder o questionário no site das seguintes instituições: Médicos Associação Médica Brasileira (AMB) Nutricionistas Os formulários estão disponíveis nos sites dos Conselhos Regionais de Nutrição. Conselho Federal de Nutrição Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO Dentistas Conselho Federal de Odontologia Biomédicos Conselho Federal de Biomedicina Enfermeiros Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) Fonoaudiólogos Conselho Federal de Fonoaudiologia Farmacêuticos Conselho Federal de Farmácia Psicólogos Conselho Federal de Psicologia Para mais informações sobre os critérios do Fator de Qualidade, clique aquie veja a Nota Técnica n.º 45/2016 da DIDES, e clique aqui para acessar a Nota Explicativa.
Consumidor ganha maior proteção na compra online de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou regras que dão mais segurança ao consumidor que decidir contratar um plano de saúde por meio de plataformas digitais, como portais na internet ou aplicativos disponíveis em smartphones. As determinações estão dispostas na Resolução Normativa nº 413, publicada na edição do dia 14.02.17, do Diário Oficial da União e passam a valer imediatamente. A partir de agora, as operadoras, administradoras de benefícios e corretoras que optarem por oferecer esse tipo de comercialização deverão seguir o mesmo padrão quanto à divulgação de informações sobre os produtos disponíveis para venda e aos documentos necessários para a transação. Os prazos para conclusão do processo de compra e para a realização de perícia ou entrevista qualificada – se necessárias – também estão determinados na norma. É importante destacar que a venda online é facultativa e não substitui a presencial, ficando a critério do consumidor a melhor forma de contratar um plano de saúde. A ampliação das possibilidades de escolha – já que o interessado poderá navegar pelos portais de diversas empresas antes de se decidir pela compra, e a realização da contratação pela internet, estão de acordo com a demanda por produtos e serviços que possam ser adquiridos online, com mais comodidade e economia de tempo. E o mais importante: com maior poder de pesquisa, aumentam-se as chances de acerto na escolha. “A compra remota facilita a pesquisa dos planos disponíveis e a comparação de preços. É uma realidade nos dias de hoje para o consumidor que quer agilidade, autonomia e facilidade. Acima de tudo, a normativa da ANS disciplina a prática e assegura a proteção do consumidor, garantindo que as empresas que optarem por essa modalidade de comercialização deverão fornecer todas as informações necessárias ao futuro beneficiário”, explica Martha Oliveira, diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS. Confira aqui a íntegra da Resolução Normativa nº 413 Acesse o Guia de Orientação de Contratação Eletrônica Construção coletiva O processo de elaboração da norma foi feito de forma inédita na ANS, com a criação de um grupo interáreas que reuniu representantes das diretorias de Desenvolvimento Setorial (DIDES), Fiscalização (DIFIS) e Normas e Habilitação dos Produtos (DIPRO), além de representantes entidades representativas de operadoras, de prestadores de serviços de saúde e de órgãos de defesa do consumidor e de governo, como o Ministério da Fazenda e o Ministério Público. Todos os materiais relativos às discussões estão disponíveis em Participação da Sociedade, na página do Grupo Técnico Interáreas. Para acessar, clique aqui. O que determina a RN nº 413/2016 Antes de finalizada a contratação por meio eletrônico, as operadoras devem apresentar as informações do contrato, entre as quais se destacam:- Nome comercial e número de registro do plano na ANS – Tipo de contratação e suas peculiaridades – Segmentação assistencial do plano de saúde – Área geográfica de abrangência do plano de saúde – Área de atuação do plano de saúde – Padrão de acomodação em internação – Formação do preço – Serviços e coberturas adicionais Todos os guias e manuais obrigatórios na contratação presencial devem estar disponíveis para impressão ou download e assinatura pelo interessado. Uma vez encerrada a pesquisa e escolhido o plano de saúde mais indicado ao seu perfil, o consumidor deverá preencher todas as informações necessárias e enviar a documentação solicitada. O sistema eletrônico deverá gerar automaticamente número de protocolo de visualização imediata, que também será encaminhado para o e-mail cadastrado pelo interessado, esclarecendo as etapas de contratação. Tanto para a contratação de planos individuais quanto de coletivos (por adesão ou empresariais), a operadora deverá, no prazo máximo de 25 dias corridos (contados a partir da data de envio das informações necessárias), concluir o processo de contratação e disponibilizar as opções de pagamento. Caso seja necessária a realização de perícia ou de entrevista qualificada, a operadora deverá oferecer ao consumidor no mínimo três opções de data e horário, dentro do prazo de 25 dias corridos. A data de início de vigência dos contratos individuais fechados por meio eletrônico será o dia efetivo de pagamento da primeira mensalidade feito pelo beneficiário. Mas o consumidor deve estar atento: a disponibilização do pagamento somente poderá ocorrer ao final do processo de contratação, após o contratante assinar sua ciência e concordância com os termos do contrato. Os documentos poderão ser assinados das seguintes formas: certificação digital, login e senha após cadastro, identificação biométrica ou assinatura eletrônica certificada. Em consonância com o Código de Defesa do Consumidor, a regra estipulada pela ANS prevê que o contratante poderá exercer seu direito de arrependimento e rescindir o contrato unilateralmente no prazo de 7 (sete) dias a partir da data de vigência do contrato. Com informações da ANS
“Pensar fora da caixa na saúde”, artigo de Yussif Ali Mere Jr é publicado na Folha
Na edição de 19 de janeiro, o jornal Folha de S. Paulo traz o artigo “Pensar fora da caixa na saúde”, de Yussif Ali Mere Jr, propondo uma reflexão para as novas gestões municipais. Leia na íntegra: Os prefeitos eleitos tomaram posse em um cenário político nacional delicado. Além dos sucessivos escândalos de corrupção e das discussões de reformas estruturais importantes para o país, os novos governantes terão de se mostrar excelentes gestores para administrar as dívidas dos municípios e atender aos anseios dos eleitores. E saúde é um dos principais desejos dos cidadãos. É importante frisar que saúde está diretamente ligada a educação, saneamento e economia. Um povo mais educado, cidades com bom tratamento de água e esgoto e um orçamento compatível para prevenção, promoção e assistência à saúde elevam os indicadores sociais. Como muitas ações para melhorar esses itens dependem das esferas federal e estaduais, o que os prefeitos podem fazer em prol da saúde dos munícipes? Muitos prometeram a construção, reforma ou ampliação de hospitais, que são estruturas caras para erguer, equipar e manter. Pesquisas internacionais mostram que um hospital, para ser viável operacionalmente, deve ter entre 150 e 200 leitos. Se a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda três leitos para cada grupo de mil habitantes, isso significa que um hospital só é viável em cidades com, no mínimo, 50 mil pessoas (150 leitos). Ocorre que dos 5.568 municípios brasileiros, 68% (ou 3.810) têm menos de 20 mil habitantes, segundo a última estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só 690 cidades, ou 12,3% do total, possuem mais de 50 mil habitantes no país. Paralelamente, a infraestrutura hospitalar brasileira também é deficitária: somente 12% de nossos hospitais têm mais de 200 leitos. A solução para garantir estruturas hospitalares produtivas, alocar recursos eficientemente, atrair mão de obra qualificada e ainda combater o desperdício está na formação de redes assistenciais. A população de determinada região seria vinculada à uma rede que se inicia com a Unidade Básica de Saúde, passa por Unidades Intermediárias, hospitais de média complexidade chegando até o nível terciário da assistência à saúde. Concomitantemente a isso, os agentes comunitários de saúde devem ser valorizados e assumir um papel informativo e educativo junto à população, para que os cidadãos possam entender e fazer uso do sistema de saúde com todos os seus elos da melhor forma possível. Num país com as dimensões continentais como o nosso e as escandalosas diferenças regionais, não é tarefa fácil, mas é preciso começar. Há alguns obstáculos contra a iniciativa. O primeiro é a “municipalização da saúde” como é feita atualmente. Os municípios são responsáveis pelas ações de saúde; a União repassa recursos às cidades. A ideia é excelente, a descentralização é prevista na Constituição, mas no caso da saúde tem se mostrado ineficiente e, em muitos casos, principalmente nos municípios menores, a perda de escala se torna um fator quase intransponível em termos de custo e eficiência. Sem medo de errar, os melhores resultados na saúde serão obtidos pelos prefeitos que ousarem pensar fora da caixa, que tiverem coragem e disposição para quebrar paradigmas e atacar o mal pela raiz. Principalmente, por aqueles que colocarem os interesses coletivos acima dos pessoais ou partidários. YUSSIF ALI MERE JR., médico nefrologista, é presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo Fonte: Folha de S. Paulo
Financiamento da saúde é desafio para setor
Para debater o atual cenário de financiamento do setor e os desafios para as próximas gerações, o Instituto Coalizão Saúde (ICOS), que tem a FEHOESP como uma das entidades fundadoras, reuniu, no último dia 9 de março, lideranças da saúde, no Centro de Debates de Políticas Públicas, na capital paulista. “Geramos mais de cinco milhões de empregos diretos. Só esse dado mostra que a saúde tem um alto valor para a produtividade do país. A Alemanha conseguiu amenizar os efeitos da crise econômica mundial, em 2008, graças à inovação registrada na área da saúde no país. No Brasil, toda a cadeia se sente impotente e o ICOS veio preencher essa lacuna”, declarou o presidente do Instituto e do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Cláudio Lottenberg. Ele defendeu a ampliação das parcerias público-privadas (PPPs) e um redesenho na estrutura e operacionalização do sistema de saúde brasileiro. “Nosso modelo é hospilalocêntrico, o que distorce a atividade dos hospitais, que têm médias de permanência acima do necessário. A fragmentação da assistência também contribui para o desperdício exagerado, falta integração.” O atual modelo de remuneração na saúde suplementar, que incentiva o uso cada vez maior de novas tecnologias, também foi alvo de críticas por parte do presidente do ICOS. “Isso distancia os hospitais de sua essência e não agrega qualidade.” A baixa qualificação profissional, porém, é um obstáculo para a mudança. “Formamos profissionais distantes da realidade de financiamento e do modelo existente. A tecnologia, apesar do valor que agrega na prática assistencial, é supervalorizada. A remuneração deve primar pela excelência. Eficiência é uma exigência de quem quer se manter vivo no mercado”, defendeu.
Agência vai monitorar redes sociais para medir satisfação de clientes
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) começará em breve um monitoramento nas redes sociais para medir a satisfação de clientes de operadoras de saúde. Segundo a agência, serão colhidas opiniões, críticas e sugestões sobre a regulação da saúde suplementar, que fornecerão subsídios para o aprimoramento do relacionamento entre o público e as operadoras de saúde. O monitoramento será feito por meio de um software que contabilizará menções à ANS e a temas relacionados nas redes sociais. O custo da iniciativa será de R$ 15 mil. Reclamações contra as operadoras de saúde sempre estiveram em alta. De fevereiro até maio deste ano, houve mais de 15 mil demandas contra as operadoras, segundo o Índice Geral de Reclamações (IGR) da ANS.
Quase 1,9 milhão perderam o plano de saúde desde 2015
Os planos de saúde perderam 910 mil clientes nos primeiros 6 meses deste ano, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O setor reuniu em junho no país 48,48 milhões de beneficiários no país, uma queda de 1,84% ante a um total de 49,39 milhões de pessoas em dezembro do ano passado. Em 12 meses, a queda foi de 3,2%, ou o equivalente a uma perda de 1,64 milhão de clientes. Em junho de 2015, os planos médico-hospitalares reuniam 50,12 milhões de beneficiários. O relatório da ANS destaca, porém, que 5 estados registraram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica em relação a maio: Amazonas, Bahia, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins. Entre as grandes operadoras, apenas a Hapvida registrou crescimento no número de clientes em junho (0,66%). Amil, Bradesco Saúde e Sul AMérica tiveram, respectivamente, queda de 0,09%, 0,64% e 0,48%, na comparação com maio. Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) atribuiu à atual crise econômica como motivo principal para a movimentação negativa do setor, por ser “impactada diretamente pelo número de empregos formais”. “A entidade afirma que já vinha alertando para a inédita queda de beneficiários de planos de saúde desde o início de 2015 e, se no segundo semestre de 2016 o desempenho econômico do Brasil não melhorar, poderá finalizar o ano com uma queda de mais 2 milhões de clientes”, informou a entidade. Setores e segmentos Ainda segundo a agência, os planos exclusivamente odontológicos somaram 21,96 milhões de clientes em junho, o que representa um aumento de 0,87% em relação ao mês anterior. Na comparação com junho de 2015, a alta foi de 1,9%. A ANS informou que em junho o número de beneficiários nos planos coletivos empresariais somou 32,1 milhões de clientes. Já o número de participantes em planos individuais caiu para 9,4 milhões. A perda de número de clientes nas operadoras de plano de saúde acontece em meio à recessão e aumento do desemprego no país, que ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo o IBGE. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2016, o Brasil perdeu 448 mil empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho. No dia 6 de junho, a ANS autorizou o reajuste de até 13,57% nos planos de saúde individuais e familiares. A agência abriu uma discussão sobre a comercialização dos planos de saúde via internet. A ANS sugeriu um prazo de 10 dias para que interessados encaminhem propostas e indagações sobre o assunto.









